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A importância da Divulgação Científica   A Cultura Integral do Indivíduo   O Matemático   O Problema da Cultura   Conceitos Fundamentais da Matemática
 


O problema da cultura polariza grande parte da obra teórica de Bento de Jesus Caraça. As características da sua mundividência implicaram a valorização das questões culturais.
Ao falarmos de Bento de Jesus Caraça temos que destacar não só a sua inegável importância em termos políticos e morais, como também o valor da sua obra para uma melhor compreensão da cultura portuguesa do nosso século.
Para Bento de Jesus Caraça o homem culto é aquele que tem consciência do seu lugar no universo e na sociedade, reconhece a dignidade inerente a qualquer indivíduo e coloca como seu fim supremo o aperfeiçoamento interior.
Existe uma relação dialéctica entre o “eu” e o “nós”, o que nos permite afirmar que o indivíduo age e é agido na história, isto é, a história é o resultado da acção do homem e, ao mesmo tempo, actua sobre o próprio homem, transformando-o.
Relativamente à problematização entre cultura de elite e cultura popular, Bento de Jesus Caraça acha que  toda a cultura é de elite porque é produzida por um grupo restrito de indivíduos que alargam o património cultural. Por outro lado, considera que a cultura é também popular na medida em que os produtores da cultura não existem fora da história nem à margem das sociedades. Daí que, para Bento de Jesus Caraça o património cultural seja uno, logo não há lugar para uma cultura de elite nem para uma cultura popular, mas sim para uma cultura humana.

Sempre que há uma revolução política impõe-se, ao mesmo tempo, uma revolução cultural, pois é necessário que as pessoas tomem consciência do seu papel na sociedade e lutem por valores e ideias em que acreditam.
A cultura é, portanto, o espaço de revelação da humanidade dos homens, simultaneamente cativo do presente e raíz do futuro. É esse lugar-comum onde a diversidade das prácticas sociais, reclamada pela consciência ideológica, reconhece a sua efectiva unidade – ser manifestação da vida.
O senso comum, a ideologia, não vivem de ideias que lhes são inerentes: são antes um modo específico de apropriação das ideias produzidas por uma elite.